Dra. Giovanna Pernantoni - Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
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Câncer e movimento: o corpo pede, a ciência confirma.

Sexta, 6:15h. O sol ainda tímido toca as folhas da árvore à frente e, e eu me pego pensando: o que separa quem apenas sobrevive de quem escolhe viver com qualidade?

Essa pergunta me acompanha há anos no consultório, nos centros cirúrgicos, nas visitas hospitalares. E, nos últimos tempos, ela tem me levado a uma resposta cada vez mais clara: o movimento.

Por muito tempo, tratamos o câncer como um acaso. Um raio que cai do céu. Algo contra o qual só nos resta torcer — ou temer.

Mas a ciência caminhou. E descobriu.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 30% dos casos de câncer podem ser evitados com a prática regular de atividade física. 

Não é pouca coisa. Não estamos falando de achismo, estamos falando de dados. Estudos publicados na Journal of Clinical Oncology mostram que pacientes oncológicos que se exercitam apresentam menos fadiga, menos depressão, menos insônia. E, acredite, menos efeitos colaterais da quimioterapia.

Não estou dizendo que a atividade física cura o câncer.


Mas afirmo, com a firmeza de quem estuda, opera e acompanha: ela ajuda.

Ajuda o corpo a suportar.
Ajuda a mente a entender.
Ajuda a alma a seguir.

Durante o tratamento, o exercício melhora a função imunológica, regula os hormônios, preserva a massa muscular. E, talvez mais importante do que tudo isso, devolve ao paciente algo que a doença tenta roubar: a autonomia.

E não estou falando de maratona. Nem de musculação intensa. Falo de caminhar no quarteirão. Alongar ao acordar. Dançar ao som da sua música favorita. Movimentos pequenos que, somados, fazem diferença grande.

Porque quem se move, vive melhor. 

A medicina está dizendo o que o amor já sabia.

O câncer é complexo, sim. Mas algumas respostas são simples. E talvez uma das mais poderosas esteja nos seus próprios pés.

Com carinho e compromisso com a vida,


Giovanna Perantoni 🧚‍♀️, Cirurgiã de Cabeça e Pescoço, e Ivan Oliveira 💪🏼, Professor de Educação Física.

Câncer e movimento: o corpo pede, a ciência confirma.