Dra. Giovanna Pernantoni - Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
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Cirurgia e tecnologia: por que resistir?

Radioablação. Monitor de nervos. Bisturi ultrassônico…

A lista pode soar futurista, mas é o presente da cirurgia de cabeça e pescoço.
E, aqui, tecnologia não é luxo. É precisão. É segurança. É vida preservada.

Ela não veio para substituir o cirurgião. Veio para potencializá-lo.
E os resultados falam por si: recuperação mais rápida, menos intercorrências, alta precoce e qualidade de vida para o paciente.

Mesmo assim, ainda escuto o argumento:
“Mas sempre funcionou desse jeito…”

Sim, funcionou. Assim como funcionava escrever cartas em papel, até o e-mail mudar tudo. Assim como funcionava abrir mapas de papel, até o GPS caber no bolso.
Funcionava. Mas será que basta?

Resistir à tecnologia não é preservar a tradição. É limitar resultados.
É esquecer que honrar o passado é evoluir com ele.

No Nordeste, onde atuo, vejo de perto a resistência: o hábito de olhar a inovação com desconfiança, como se fosse ameaça e não oportunidade. Mas medicina de qualidade não se faz com nostalgia. Se faz com coragem para crescer.

A verdade é simples: a experiência do cirurgião somada à tecnologia não é o futuro. É o presente. E, quando bem aplicada, transforma o que já era bom em extraordinário.

Então, deixo a pergunta: por que resistir?
Porque, por aqui, nós seguimos avançando.
E o convite está feito: venha ver de perto.

Giovanna Perantoni

Cirurgia e tecnologia: por que resistir?