Dra. Giovanna Pernantoni - Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
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Vinte e oito de fevereiro.

O dia que nasceu diferente

Todo ano ele chega com um ar diferentão.

Enquanto os outros meses desfilam seus trinta, trinta e um dias, fevereiro aparece com seus vinte e oito. Às vezes vinte e nove, só para bagunçar ainda mais a lógica.

Ele é o diferente da turma. O que não segue o padrão.

O que parece “menor” no calendário, mas maior em personalidade.

E eu sempre achei curioso como a gente aprende, desde cedo, a desconfiar do que foge do padrão.

O diferente chama atenção.

Mas pense comigo…

Não são justamente os diferentes que deixam marca?

Os meses de 30 e 31 dias passam sem que a gente questione nada. Mas fevereiro nos obriga a perceber. Ele quebra a expectativa.

E as pessoas são assim também.

Existem aquelas que entram num ambiente e você mal percebe. E existem aquelas que, só de chegarem, mudam a temperatura da sala.

Elas não precisam levantar a voz. Não precisam disputar espaço. Elas simplesmente são.

São diferentes na forma de amar.

Diferentes na forma de enxergar o mundo.

Diferentes na coragem de dizer o que precisa ser dito, ou de se calar.

São pessoas que talvez não tenham “trinta e um dias” de aprovação unânime. Mas têm profundidade. Têm essência. Têm presença.

Presença não se mede em quantidade.
Se mede em impacto.
Em memória.
Em marca.

A verdade é que o mundo sempre precisou dos diferentes. Dos que não se encaixam perfeitamente nas molduras prontas. Dos que incomodam um pouco. Dos que provocam reflexão. Dos que escolhem caráter em vez de conveniência.

Ser diferente dá trabalho.

Mas também dá sentido.

E hoje, vinte e oito de fevereiro, eu não consigo olhar para o calendário sem pensar nisso.

Porque existe alguém na minha vida que carrega exatamente essa marca.
E quem me conhece sabe do que eu estou falando.

Alguém que foi o primeiro.

Alguém que, como filho, honra.

Como irmão, protege.

Como homem, constrói.

Como pai, transforma.

Hoje o texto começou falando de um dia diferente.

Mas ele termina celebrando uma pessoa diferente.

Feliz aniversário, meu irmão.

Que você continue sendo esse vinte e oito de fevereiro no meio de tantos meses iguais.

O diferente.
O necessário.
O inesquecível.

O nosso avassalador!

Vinte e oito de fevereiro.