
Terça-feira, fim do plantão. Entrei no carro, liguei o ar-condicionado e olhei pelo retrovisor. No horizonte, a luz exuberante da manhã refletia como se o sol quisesse dizer: “já estou aqui”. Pois é… ele está sempre lá.
O sol é uma daquelas presenças que confortam e ameaçam ao mesmo tempo.
Ilumina. Aquece. Dá vida. Mas, em excesso, queima. Envelhece. E, às vezes, mata.
Assim também são algumas escolhas na vida: parecem boas, até o momento em que deixam de ser. A diferença é que, com o sol, a ciência já avisou. A medicina já alertou. E o espelho já gritou.
Mas tem gente que insiste em ignorar o grito.
Pense comigo.
Rugas precoces, manchas na pele, textura áspera… Não são apenas marcas do tempo, são marcas de quem teve informação, mas preferiu adiar a decisão. Procrastinar o cuidado. Bronzear a pele e assar a saúde.
Você pode até dizer que é só estética. Que tudo bem ficar com a pele “vivida”. Mas tem um detalhe: o câncer de pele não é estético. Ele é invasivo. Silencioso. Cirúrgico.
E, por ironia, muitas vezes, evitável.
Aí eu vejo gente que investe em creme antirrugas importado, mas sai de casa às 13h sem nem lembrar do protetor solar. Uma base de maquiagem com FPS 15 e a sensação de estar protegida. Protegida, mas só até o primeiro exame.
Porque o espelho do futuro reflete as escolhas do presente.
E tem uma escolha simples que muda tudo: aplicar protetor solar todos os dias. Sem preguiça. Sem desculpa. Sem exceção.

Protetor solar não é vaidade. É sabedoria.
É mais do que um gesto de autocuidado — é um pacto com a própria pele. É uma pequena rotina que diz: “eu me importo comigo agora e comigo daqui a 30 anos”.
Ah, mas se mesmo assim você quiser fritar no sol, tudo bem! A liberdade é sua.
Mas saiba: quando as consequências aparecerem, nos vemos no consultório.

O conserto eu faço.
Mas, ó… dava pra evitar, hein?
Giovanna Perantoni. ❣️
