Tem coisas na vida que não cabem em currículo, nem em legenda de Instagram.
Propósito é uma delas.
Ele não grita. Não força. Não pede validação.
Ele simplesmente… chama.
E quando chama, você sente.
Foi assim comigo.
Chamado não é sobre escolha.
É sobre resposta.
E eu escolhi responder.
Com fé firme.
Com mão leve.
E com o coração no lugar certo.
Antes de qualquer jaleco, bisturi ou título, existem partes de mim que me sustentam.
Sou filha que se preocupa.
Irmã que vibra.
Tia que ama.
E talvez seja exatamente isso que me torna quem eu sou dentro do centro cirúrgico.
Porque ser médica foi uma escolha.
Mas ser cirurgiã… foi missão.
E missão tem peso.
Tem responsabilidade.
Tem entrega.
Tem dias em que a técnica não é suficiente, e é aí que a fé entra.
Porque, no fim das contas, existe uma verdade que eu carrego comigo todos os dias:
eu não opero sozinha.
Existe algo maior guiando cada decisão, cada movimento, cada silêncio.
Existe Deus nos detalhes.
Na precisão da mão.
Na calma em meio à pressão.
Na clareza quando tudo parece incerto.
E existem também as pessoas.
Aquelas por quem eu faria tudo.
Aquelas que eu levo comigo, dentro e fora do centro cirúrgico.
Elas estão ali.
Mesmo quando não estão.
Por isso, cada procedimento é mais do que técnica.
É um ato de honra.
Honra à vida.
Honra à confiança.
E, acima de tudo, honra a Deus.
No fim, é simples.
Eu não estou ali apenas para operar.
Eu estou ali para responder a um chamado.
