Dra. Giovanna Pernantoni - Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
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O chamado.

Tem coisas na vida que não cabem em currículo, nem em legenda de Instagram.

Propósito é uma delas.

Ele não grita. Não força. Não pede validação.
Ele simplesmente… chama.

E quando chama, você sente.

Foi assim comigo.

Chamado não é sobre escolha.
É sobre resposta.

E eu escolhi responder.

Com firme.
Com mão leve.
E com o coração no lugar certo.

Antes de qualquer jaleco, bisturi ou título, existem partes de mim que me sustentam.

Sou filha que se preocupa.
Irmã que vibra.
Tia que ama.

E talvez seja exatamente isso que me torna quem eu sou dentro do centro cirúrgico.

Porque ser médica foi uma escolha.
Mas ser cirurgiã… foi missão.

E missão tem peso.

Tem responsabilidade.
Tem entrega.
Tem dias em que a técnica não é suficiente, e é aí que a entra.

Porque, no fim das contas, existe uma verdade que eu carrego comigo todos os dias:

eu não opero sozinha.

Existe algo maior guiando cada decisão, cada movimento, cada silêncio.

Existe Deus nos detalhes.

Na precisão da mão.
Na calma em meio à pressão.
Na clareza quando tudo parece incerto.

E existem também as pessoas.

Aquelas por quem eu faria tudo.

Aquelas que eu levo comigo, dentro e fora do centro cirúrgico.

Elas estão ali.
Mesmo quando não estão.

Por isso, cada procedimento é mais do que técnica.
É um ato de honra.

Honra à vida.
Honra à confiança.
E, acima de tudo, honra a Deus.

No fim, é simples.

Eu não estou ali apenas para operar.

Eu estou ali para responder a um chamado.

O chamado.