Ser pai é viver com o coração fora do corpo e, ainda assim, dar conta de trabalhar, pagar boletos, participar e proteger.
É dizer “tá tudo bem” mesmo quando não está, só para não preocupar. É aprender a fazer trança em dia de atraso… e achar que fez um ótimo trabalho (mesmo que a filha volte da escola com três presilhas novas que a professora colocou).
Ser pai também é, às vezes, só deixar o cabelo solto ou colocar uma tiara — porque nem rabo de cavalo consegue fazer! Rs. Ou ser pai pode ser agradecer por ter meninos e não precisar fazer nada disso.
Ser pai é ter medo… e seguir em frente, resolvendo tudo mesmo assim.
Tem os pais de sangue, que carregam no DNA o mesmo jeito de sorrir — ou de andar — que os filhos. Tem os pais de criação, que escolheram amar sem qualquer contrato assinado. Tem os pais solo, que viram mestres do improviso e do multitarefas. E tem as pães, que ocupam dois cargos sem hora extra e ainda fazem parecer fácil.
E de onde falo — como tia, que assiste tudo de camarote e participa das partes boas — aprendi que a maior herança que um pai deixa não está no cofre. Está no “eu estou aqui” que ele repete ao longo dos anos, com atitudes.
Em cada jogo na arquibancada.
Em cada reunião da escola.
Em cada filme ou música repetida.
Em cada brincadeira (de menino ou de menina).
Em cada abraço que segura a vida no lugar.
Então, Feliz Dia dos Pais. Feliz Dia das Pães. Feliz dia para todos que cuidam, guiam e protegem.
Porque, no fim, ser pai é isso: amar tanto que dá até para ter medo… e rir no meio da bagunça.
Giovanna Perantoni
