Dra. Giovanna Pernantoni - Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
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O preço de se enxergar pequeno

Terça à noite. Céu lindo pela janela. E eu volto a uma conversa que tive semana passada.
Daquelas que cutucam, incomodam, acordam.

Falávamos sobre um amigo.
Bonito de tudo, inteligente, independente, dono de uma força de trabalho enorme.
Um desses homens que, se quisessem, fariam a vida tremer.

Mas, na hora de escolher com quem se relacionar, ele se esconde.
Escolhe pouco.
Escolhe para baixo.
Escolhe mulheres que não o desafiam, que não o enxergam, que não exigem dele a grandeza que ele finge não ter.

E eu pensei: por que alguém tão alto insiste em viver curvado em relacionamentos? 🤔

Pois é.

A vida dá sinais do tamanho da sua autoestima.
Daquela que constrói relacionamentos medíocres, escolhas covardes e vidas pela metade.

Pensa comigo.

A sua autoestima está nas suas escolhas — e não no seu espelho.
Não no que você diz, mas no que você aceita.
Não no que você posta, mas no que você tolera.
Não no que você sonha, mas no que você tem coragem de viver.


👉🏼 Ela está nos amores que você aceita, nas conversas que você evita e nos limites que você não coloca.

Reflito.

Talvez meu amigo — talvez você — tenha aprendido cedo a desconfiar de si.
Uma traição antiga.
Uma humilhação guardada.
Um abandono.
Um “você não é tudo isso” plantado no peito como erva daninha.

E, desde então, qualquer admiração alheia parece exagero.
Qualquer afeto parece demais.
Qualquer pessoa forte parece perigosa.

Então, para não correr riscos, você escolhe o que te diminui.
Como se relacionar com alguém menor fosse um jeito de se proteger da dor de se sentir insuficiente.

Mas é aí que mora o perigo:

O preço de se enxergar pequeno é que você passa a viver uma vida pequena.

Pensa comigo.

🫵🏻 Quantas vezes você já se sabotou antes mesmo de tentar?
🫵🏻 Quantos relacionamentos aceitou por achar que não merecia coisa melhor?
🫵🏻 Quantos sonhos deixou de viver porque acreditou que não tinha tamanho?

Pois é.

Autoestima baixa não destrói de uma vez.
É ferrugem.
Vai roendo, quietinha, pelas bordas.
Quando você percebe, já virou alguém que aceita migalhas achando que é banquete.
E acorda sem ser mais dono da própria história — refém do medo que alguém plantou em você anos atrás.

E vem o golpe duro agora:

Se você se enxerga pequeno, o mundo não vai te corrigir. Vai te confirmar.

E vai te pagar menos.
Te amar menos.
Te respeitar menos.
Te oferecer menos.
Porque você mesmo abriu o desconto na prateleira da sua vida.

Agora, respire comigo… porque vem a parte revolucionária.

Você não está condenado.
Você não é o que fizeram com você.
Você é o que decide fazer com o que fizeram com você.

Autoestima não nasce pronta.
Autoestima se reconstrói.

Como?
Com escolhas que te levam para cima, e não para baixo.
Com limites que protegem, e não que aprisionam.
Com relações que elevam, e não que diminuem.
Com a coragem de se olhar no espelho e, pela primeira vez, não aceitar a versão reduzida que te deram.

Porque, no fim das contas, existe um único jeito de quebrar o ciclo:

Escolha pessoas e caminhos à altura de quem você quer ser — não do medo que você ainda sente.

Aceite o desconforto de ser desafiado e de crescer.
Aceite o risco de ser amado de verdade.

A autoestima não aparece antes da escolha.
Ela aparece depois — como consequência.

Dê o primeiro passo.
Mesmo tremendo.
Mesmo duvidando.
Mesmo sem acreditar totalmente.

A revolução começa assim:
com alguém que um dia se olhou no espelho e disse, ainda baixinho, mas firme:

“Eu valho mais do que isso.”

Boa semana.
E que ela seja grande — do tamanho que você fingiu, por muito tempo, que não merecia.

Giovanna Perantoni 🫶🏼🧚‍♀️

O preço de se enxergar pequeno